SAAE de Peabiru voltará a investir em captação

O Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Peabiru, que já foi referência em saneamento no Paraná, atualmente vem sofrendo com recorrentes problemas de abastecimento em alguns imóveis da cidade. De acordo com o diretor do SAAE, José Augusto Pasqualini Alves, embora a situação tenha sido amenizada com recentes realizações de transposição estratégica de água entre as regiões da cidade, o problema é que nos dias mais quentes o consumo de água é tão alto que sobrepõe a capacidade de captação, deixando algumas regiões do município desabastecidas.

Alves informou que nos últimos 10 anos, o número de imóveis atendidos pelo sistema de abastecimento saltou de 3.700 para 5.100 unidades aproximadamente, um aumento de cerca de 30%. “Tudo isso sem que um poço sequer fosse perfurado desde 1991, o que não poderia ter resultado em outra situação”, lamentou.

Para solucionar o problema, o diretor informou que a atual administração municipal em conjunto com o SAAE vem há mais de um ano realizando um ousado projeto de ampliação e modernização do sistema de abastecimento, que segundo ele beneficiará toda a população da cidade.

O projeto segue exigências do Órgão regulador dos serviços autônomos no Estado, o ORCISPAR que atua em 46 municípios paranaenses autônomos em abastecimento de água. Segundo Alves, o Órgão já analisou e aprovou o projeto de Peabiru. Um conselho municipal formado por pessoas de diversos segmentos da sociedade de Peabiru, inclusive políticos, também já analisou e aprovou o projeto faltando agora sua implementação na prática.

“Foi mais de um ano de planejamento e estudos para apresentar o projeto, devidamente assistido por profissionais habilitados e capacitados na área, contemplando um pacote de investimentos já para o ano de 2019 que inclui a perfuração de dois poços e a construção de duas adutoras de água bruta que irá reforçar a captação de água do município, além da aquisição de bombas, medidores de vazão e a automação dos poços”, ressaltou o diretor.

Ele ressaltou que há pelo menos 30 anos não foi perfurado nenhum poço novo no município para ampliar e consolidar o sistema de abastecimento. “Trata-se de uma situação impensável nos dias de hoje. Mais um ano do jeito que estava e o sistema faliria, tanto financeiramente quanto em sua capacidade de atender a nova realidade e quantidade de casas no município. Os estudos apontam que seria um caos”, alertou.

O município de Peabiru que hoje tem a tarifa de água mais baixa do Paraná, continuará entre os municípios com a menor tarifa, no valor de R$24,40. Alves comentou que as obras vêm tarde, ‘porém a tempo de evitar o pior’, sendo projetadas para assegurar o abastecimento com qualidade e regularidade. “Vale lembrar que é preciso que a população tenha bons hábitos de consumo consciente de água e evite desperdício, já que economizar água é um ato de precaução e consciência”, acrescentou ele.